sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Violência, fato que assombra o Vicariato


Em entrevista Vigário aborda questões que contribuem para o crescimento da violência, e afirma: " Já fui ameaçado de morte."
A cidade do Rio de Janeiro como todo o estado sofre com a falta de segurança. A população do Vicariato da Leopoldina é muito vulnerável a este problema por abrigar em seu território grandes complexos de favelas como Alemão e Maré que cresceram com a ausência de estruturas tão simples como área de lazer. A comunidade do Vicariato enfrenta diariamente situações que comprometem o direito de ir e vir do cidadão. ONGs e Instituições como a igreja tentam somar esforços com o poder público no intuito de solucionar ou mesmo amenizar a criminalidade que cresce a cada dia. Situações como assaltos e assassinatos, principalmente de jovens já se tornou um constante dado nas estatísticas da violência na região. Os jornais cariocas mostram todos os dias o sofrimento de famílias de todas as classes que foram vítimas deste grave problema.
O Vigário Episcopal do Vicariato da Leopoldina, Padre Luiz Antônio, também já sentiu na pele a violência vivida pela região.
- Já fui assaltado várias vezes. Já sofri ameaças de morte. Já me confundiram... Já tentaram tomar uma das nossas Capelas. Mas o que eu queria destacar, é o aumento da violência nestes últimos 10 anos. Como padre eu sempre caminhei tranqüilo dentro destas áreas mais pobres, mas hoje está mais difícil de evangelizar nestes locais. O confronto tem sido direto e rezamos para não acontecer quando estamos mais próximos, pois sobra para todos, a polícia está mais violenta e os marginais mais novos (adolescentes) , por isso são mais agressivos. Existia alguma “ética entre eles”, não consumiam drogas, hoje para pagar às dividas são obrigados a ficarem a serviço do trafico, além de consumir.
Todos os anos a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, com o objetivo de conscientizar sobre um tema que considera importante para a sociedade, promove a Campanha da Fraternidade expondo o assunto dentro da igreja e principalmente em veículos de comunicação. O Vigário afirma que a igreja sempre contribui quando solicitada, “Ela deve ser sempre a voz de Deus e do povo.”
- Este ano o tema da Campanha da Fraternidade será: Fraternidade e Segurança Pública. O Lema: A paz é fruto da Justiça. Com isso, podemos perceber o interesse da Igreja em colaborar com todos num assunto tão pertinente e relevante quanto este. Alguns padres do Rio e de outros estados têm participado de encontros, em Brasília (Ministro da Justiça e CNBB) para melhor aprofundar e discutir este tema. O empenho deve ser de todos os seguimentos de nossa sociedade, alerta o Vigário.
Entrevista: Gustavo Kelly.

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